Medo. Eu sinto. Você sente. O que fazer? Como você reage? Te olho no olho e pergunto: medo é o bastante? Você me diz que é. Não aceito. Não pode ser.
Que temes? Qual o motivo? Sofrer? Causar dor? Você não pode me machucar assim. Não mais do que se continuar fugindo.
Não sofro por mim. Já aprendi que tudo acaba, algumas vezes sem nem ter começado. Sofro por você, que não se dá o direito de viver. Sofro por você que por medo do fim, foge do começo. Por medo do risco de avançar, simplesmente para.
Sofro por você que pode, um dia, se ver sentado num quarto chorando com os olhos fixos em uma fotografia, lamentando o que o medo não lhe permitiu viver.
Coragem a você que teme. Não a coragem do louco, daquele que não sabe o que é o medo. Desejo-te a coragem do herói. A coragem daquele que avança não sem medo, mas apesar dele. Daquele que mesmo sabendo que cair vai doer, se joga pronto para se levantar.
Viva. Não sem medo, mas apesar dele.
janeiro 25, 2012 às 12:11 pm |
E pensar que foi praticamente uma psicografia, hein Cu.
fevereiro 8, 2012 às 5:23 pm |
Muito bom. Seus posts estão cada vez melhores.