Uma Nota sobre as Cotas

Sinto que serei crucificado por esse texto, mas preciso escrevê-lo.

Tive uma discussão recentemente sobre o sistema de cotas para negros nas Universidades. Disse a meu interlocutor, ávido defensor dessas medidas de “inclusão social”, que acho o sistema de cotas raciais uma das maiores ATROCIDADES da história desse país. Como não defendo um ponto sem argumentos, vamos a eles.

Qual a justificativa para que haja um sistema de cotas raciais nas universidades públicas? Que os negros não conseguem entrar, certo? Certo. Mas por que eles não conseguem entrar? Por que são negros? Se você respondeu sim a essa pergunta, pare de ler meu blog, compre uma bigorna, amare-a ao seu pescoço e pule de um transatlântico. Não, não é por isso.

O problema do Brasil é com a nossa PATÉTICA concentração de renda e com nosso histórico colonial e escravista, os negros são, em sua grande maioria, pobres. E hoje em dia entrar numa universidade pública é algo que demanda um certo investimento. Isso torna tudo muito simples. Os POBRES não entram na universidade. Não os negros. Os POBRES. Eu não seria, sob hipótese alguma, contra medidas que facilitassem a entrada de POBRES na Universidade. Mas as que facilitam a entrada de negros são, no mínimo, RACISTAS.

A mensagem que essas medidas passam é que os negros não conseguiriam entrar na Universidades sozinhos, mesmo que tivessem as oportunidades que os ricos têm. Afinal, as cotas são para negros. E negros ricos ainda são negros, não? Se eu fosse um negro e entrasse numa Universidade por um programa de cotas raciais, eu não conseguiria colocar minha cabeça no travesseiro a noite. Me foi dito que medidas para os negros e para os pobres são coisas muito parecidas, dado que a grande maioria dos pobres é negra. A isso eu respondo: “Ah é? Foda-se.” Mesmo que 100% dos negros do país fossem pobres, as cotas raciais AINDA seriam racistas.

Por que então essa ABERRAÇÃO foi pra frente? Simples, por que ela, por mais que seja racista, não parece. Se você não sentar e pensar a respeito, ela realmente parece uma medida de inclusão, contra o preconceito. MAS NÃO É! Ela vai fazer sucesso entre a grande maioria dos negros, por motivos óbvios. Vai fazer sucesso entre a maioria dos brancos também, por que a maioria deles (assim como a maioria dos negros) não tem o senso crítico necessário para notar essa estupidez. A como o sucesso da medida viraria sucesso nas urnas, ela é uma boa idéia para os políticos.

Em um nível mais ideológico, essa medida é uma boa idéia por outros motivos. Combater o preconceito racial DE VERDADE é difícil. O trabalho de conscientização é enorme e complicado. E o tempo para os resultados não é medido em anos, mas em gerações. Uma medida de “inclusão” que não inclua ninguém de verdade é uma excelente maneira de manter tudo como está fingindo estar trabalhando pra mudar algo.

O que é preciso hoje não é um sistema de cotas. É necessário que os negros não se sintam mal por serem chamados de negros. É preciso que as piadas de negros sejam tão ofensivas quanto as piadas de loiras. Pelo amor de Deus, é preciso que não se tenha medo de chamar um NEGRO de NEGRO! E que um negro não se ofenda por ser chamado de negro! Tratar um negro de uma maneira diferenciada pelo fato de ele ser negro NUNCA será uma maneira de acabar com a discriminação racial.

(Eu sei que o sistema de cotas foi destinado aos negros, pardos e índios, mas ia dar MUITO trabalho escrever isso toda hora, e a nível de preconceito, acho que o com o negro é o mais marcante mesmo, então escrevi só a parte dos negros mesmo.)

8 Respostas para “Uma Nota sobre as Cotas”

  1. Srta. Bia Disse:

    Seu texto me foi enviado hoje numa lista de discussão. Acho que valia a pena publicar meu comentário aqui. Algumas questões:

    1. Pobres Brancos entram mais na universidade que Pobres Negros. Entre os pobres, os negros são sempre os mais pobres.

    2. A política de cotas não tem como objetivo beneficiar exclusivamente o negro pobre. Ela tem como objetivo enegrecer a população das pessoas que frequentam as universidades públicas brasileiras. O objetivo é que existam mais negros e consequentemente, mais negros possam chegar a postos de trabalho mais altos.

    Sei que vivemos num país em que nossa desigualdade econômica é algo absurdo, mas a política de cotas não tem como objetivo primordial acabar com a desigualdade econômica, ela tem como objetivo colocar mais negros na universidade. A política de cotas não é uma medida eterna, ela é uma medida que existirá por um tempo. Até que em nossa sociedade tenha mais de um apresentador do jornal nacional negro, até que um presidente do senado seja negro, até que o dono de uma tv seja negro, até que a presidenta do BNDES seja negra, até que exista mais de um juiz do supremo negro. Porque nós sabemos que nossa população não é majoritariamente branca. E mesmo incluindo todas as variações de moreno e negro que você conhece, observe os juízes do STF, quantos são cor de jambo, moreninhos, mulatos, pardos e afins?

    3. As cotas raciais, não são racistas no sentido negativo que conhecemos a palavra racista. Elas são cotas raciais. Elas tentam igualar por meio de normas a desigualdade que foi instaurada pela escravidão no país.

    4. Seria melhor investir em educação de base e fazer com que todos tivessem a mesma oportunidade de chegar a universidade? Claro. Mas a medida que você faz hoje para melhorar a educação de base só será vista daqui a doze anos. O movimento negro está se articulando e tem pressa. Dá para fazer as duas coisas ao mesmo tempo.

    5. É importante que o negro se descubra negro. E ao fazer isso consequentemente ele perceberá os privilégios que o branco tem apenas por ser branco. Então, ele apenas vai perceber claramente a desigualdade racial presente no país. O orgulho negro é fundamental, mas é impossível você achar que um negro será igual um branco no Brasil, haverá excessões, claro, mas nosso passado escravagocrata ainda está muito presente nas relações sociais. Mais uma vez, criar medidas que privilegiem o negro em determinada situação não é discriminá-lo, é igualá-lo dentro das desigualdades sociais.

    6. Acho que piadas sobre negros já são muito mal vistas do que piadas sobre loiras.Vide as propagandas da cervejaria devassa e todas as outras cervejas que fazem o trocadilho cerveja = lôra.

  2. fedoofhell Disse:

    Uau, Meu texto foi parar numa lista de discussão. Estou me sentindo importante.
    Srta Bia, mandei um e-mail perguntando como meu texto chegou a essa lista, como você deve ter notado isso não é normal e eu fiquei curioso com o acontecido.
    No mais, responderei aos pontos que você colocou.

    1 e 2) Os pobres não entram na Universidade. Ponto. A cor não é avaliada no vestibular. O que é avaliado é a educação à qual essas pessoas tiveram acesso. Se a dos negros é pior, é por que seu nível social é menor. E isso não mudará com um sistema de cotas. O que o sistema de cotas fará é, no máximo, dar há um ou dois negros a chance de serem “ícones da luta dos negros pela igualdade”. Ícones esses que servirão apenas para dar a falsa impressão a todos os outros de que algo está sendo para mudar os problemas SOCIAIS impostos ao negros pelo nosso passado escravocrata, enquanto, na verdade, ABOLUTAMENTE NADA está sendo feito.

    3 e 4) Primeiro vou deixar claro que não consigo conceber um uso não negativo da palavra racista. E a meu ver a cota racial é sim racista. A mensagem que ela passa é de que o negro precisa de ajuda para se integrar na sociedade. MAS NÃO É O NEGRO QUE PRECISA. É o POBRE. Tudo bem, a maioria dos pobres é negra, parda ou mulata, mas o problema NÃO É ESSE. O problema é que eles são pobres. Temos que tomar medidas pelos mais pobres primeiro, sejam eles da cor que forem (se de fato os pobres negros forem mais pobres, tomaremos medidas por eles da mesma forma, MAS PELO MOTIVO CERTO). Se o “movimento negro” (ou qualquer outra pessoa) não entender isso como a melhor forma de melhorar a situação dos negros, eu questiono sua capacidade de discernimento. O “movimento negro” (e qualquer outra pessoa decente do mundo) deveria estar preocupado em mudar essa realidade no dia-a-dia, não tentando criar ícones passageiros que mostrem que o negro pode ser bem sucedido. Lutar contra a impunidade do racismo é, a meu ver, muito mais importante e MUITO MAIS DIFÍCIL. Como eu já disse, as cotas para negros me parecem apenas um meio de dizer a eles “hey, estamos fazendo algo por vocês” sem atacar de verdade a raiz do problema, que é MUITO mais social do que racial.

    5) Um diploma universitário não fará com que um racista deixe de desprezar um negro. Se todos os negros do mundo ficassem milionários amanhã, isso também não resolveira o problema do racismo. A única coisa que mudará isso é o tempo. Assim como foi (e ainda está sendo) com as mulheres será com os negros. O preconcenito só diminui com atitudes diárias tomadas por todos. E leva tempo PRA CARALHO pra que essas atitudes REALMETNE surtam um efeito palpável. Um apresentador do Jornal Nacional negro não fará diferença. Um juiz do STF não fará diferença. Eu, você, seus vizinhos e seus amigos, fazendo nossa parte dia após dia é que podemos fazer a diferença de verdade.

    6) As piadas de negro são, sim, muito mais mal vistas do que as de loira burra. No entando eu não acho absolutamente nenhuma das duas ofensivas. Humor só ofende àqueles que se deixam ofender. Um negro que se ofende com uma piada de negro pra mim é tão idiota quanto uma loira que se ofende com uma piada de loira. Ou um cabeçudo que se ofenda com uma piada de cabeçudo. Ao se ofender pela piada, O OFENDIDO é o culpado. Aqui cabe ressaltar que estou falando do humor genuíno, feito com a intenção de divertir e apenas isso. É fácil discernir o humor verdadeiro da ofensa intencional. Punir esse tipo de ofensa e se divertir com as piadas é uma excelente forma de combater o preconceito racial. Muito melhor do que cotas para negros.

  3. Bia Cardoso Disse:

    1 e 2. Alguns pobres entram na universidade. São minoria, mas entram e estatisticamente em sua maioria são brancos. A cor não é avaliada no vestibular, mas socialmente a pessoa negra é avaliada todos os dias. Numa escola de periferia existe racismo. Com as cotas você vê mais negros na universidade, isso é visível na Universidade de Brasília, você vê negros em cursos de medicina. E o que importa não é um ou dois que serão ícones, mas sim dar uma oportunidade que não havia.

    2 e 3. As cotas são apenas uma das medidas que estão sendo tomadas. E elas não são feitas para durar eternamente, as cotas visam combater o racismo. Visa igualar a situação do negro que vive numa sociedade injusta, porque ele realmente precisa de ajuda. Os brancos estão no poder porque exploraram os negros, os negros os “ajudaram” a chegar lá. Os negros sofrem as consequências psicológicas, sociais e econômicas de estar à margem. As cotas tem a finalidade específica de aumentar a classe média negra e com isso permitir que o imaginário seja substituído. Isso vai levar tempo como você diz, mas o cara racista vai ter que engolir negros qualificados trabalhando no mesmo local que ele. A questão não é mudar o racista em si, mas acabar com aquela idéia de que se você vê um negro e um branco em calçadas diferentes numa rua escura, você vai para a do branco, que são imaginários incrustados em nossas mentes.

    5. Conviver com negros nas universidades fará bem a maioria das pessoas. Da mesma maneira que seria importantíssimo todas as crianças conviverem com deficientes, negros e homossexuais desde pequenas, porque muitos dos preconceitos morrem.
    E mais uma vez, a política de cotas não é uma política pública para beneficiar o pobre. Não é apenas o pobre que precisa ser beneficiado nesse país. Se for assim eu não posso lutar pelo feminismo porque sou rica. A cota é uma tentativa de modificação na estrutura racial brasileira. Um apresentador negro não faz diferença, isso está corretíssimo e foi o que eu disse. Já há um apresentador negro e ele ainda se destaca por ser negro, é preciso que não seja apenas um, é preciso que sejam vários. E isso é possível por meio das cotas.

    Um exemplo de um país que adotou cotas raciais é os Estados Unidos, veja quantos atores de Hollywood, apresentadores de tv, celebridades (que são as pessoas mais admiradas no mundo de hoje) são negras? Dezenas. E as cotas tem grande avanço em conseguir isso, junto ocmo movimento do orgulho negro, além da melhoria na educação.

    6. Acho sim que as pessoas tem o direito de ficarem ofendidas com determinadas piadas. E aí como você não citou nenhuma específica para eu entender o que você acha ser uma piada boa ou não. Deixo o exemplo de uma que eu considero preconceituosa http://www.andredeak.com.br/2008/05/21/racismo-na-turma-da-monica/

  4. Bia Cardoso Disse:

    E acredito que meu ponto de vista está muito bem resumido nesta charge:
    http://www.interney.net/blogs/lll/2009/10/30/historia_concisa_do_racismo/

  5. fedoofhell Disse:

    Bia, não posso responder à maioria de seus comentários sem me repetir.
    Eu sei que as cotas raciais não são para beneficiar os pobres. No entando, a meu ver, a institucionalização das diferenças raciais causa mais problemas do que soluciona. Dividir o Brasil em negros e não negros não vai ajudar a diminuir preconceito nenhum. A diferença entre nós dois é que eu vejo o preconceito racial como um problema que deve ser solucionado atacando sua parte político-ecônomica (por isso seu comentário sobre o feminismo não faz sentido, a discriminação da mulher nunca teve relação com classe sócio-econômica. O preconceito contra a mulher nunca dependeu de riqueza/pobreza). Eu duvido que o negro rico seja vítima de um preconceito tão forte quanto o do negro pobre. Eu luto por uma sociedade em que dizer que você é negro, pardo, mulato, mameluco, índio, amarelo, branco não faça diferença NENHUMA. E acredito que o sistema de cotas atrapalhará isso.

    Talvez eu não esteja sendo claro o bastante, então vou mandar algumas coisas que eu li, quem sabe você compreenda direito meu ponto de vista.

    http://www.georgezarur.com.br/opiniao/136/um-brasil-de-cotas-raciais-marcos-chor-maio-e-ricardo-ventura-santos

    http://www.scielo.br/pdf/ha/v11n23/a29v1123.pdf

    Existe, no entanto, uma ressalva que eu preciso fazer quanto ao seu comentário sobre a tirinha da Turma da Mônica. Uma pessoa que ache que tem racismo ALI, ou não conhece os quadrinhos da Turma da Mônica ou procura por racismo em quadrinhos assim como fanáticos religiosos procuram o Demônio em livros de RPG ou em músicas de Heavy Metal. Pensar que aquilo é uma referência aos cabelos crespos é tão ridículo quanto acreditar que os últimos versos de “The Trooper”, do Iron Maiden, são um incentivo ao suicídio.
    Me irrita profundamente o que muitos pessoas fazem hoje em dia. Procurar mensagens ocultas em TUDO! Se você procurar com afinco o bastante, vai encontrar pêlos em ovos. Se eu quiser, posso descontextualizar algumas partes dos SEUS dois comentários a ponto de tornar VOCÊ uma racista.
    Qualquer coisa que seja avaliada fora do contexto em que se propõe a ser válida pode fazer com que conclusões GROTESCAS apareçam. Qualquer intepretação racista daquela charge é fruto de desconhecimento do contexto ou de uma vontade MUITO, MAS MUITO grande de encontrar racismo nela.

  6. Mariana Disse:

    A Bia e fedoofhell, sou moradora da cidade de Salvador e estou feliz e triste. Feliz por ver uma mulher como Bia com tanta clareza de ideias e triste por ver um homem tão cheio de noções burguesas e escravistas. Sou cientista social e estou preparando uma atividade para um Pré-vestibular comuninatario e estou buscando material para fazer a justificativa da atividade e que será uma discussão sobre as cotas raciais. A classe que está no poder não quer perder, contudo fedoofhell eu e vc iremos sim ver uma classe social negra média no Brasil, pois nós não podemos mais admitir que um grupo fique sempre na periferia. Na quarta-feira será mais um dia 13 de maio, contudo o problema foi o dia 14 de maio, onde homens e mulheres ficaram sem emprego, sem pátria. Vamos estudar a história não na visão etnocentrica, ai sim podemos conversar. Chega de fazer escada!!!

    • fedoofhell Disse:

      Mariana, que venha uma classe alta negra. Não me importo. Eu só não acredito que as cotas raciais sejam o caminho correto para que isso aconteça. Nem eu, nem os cientistas sociais na Unicamp (afinal a universidade não adotou um sistema de cotas raciais). Seriam os cientistas sociais da segunda maior universidade do país pessoas dominadas por “noções burguesas e escravistas”, ou as cotas raciais não são mesmo a única maneira? A Navalha de Occam responde essa.
      Vamos analisar a “clareza de idéias” da Bia. Ela disse: “Um exemplo de um país que adotou cotas raciais é os Estados Unidos, veja quantos atores de Hollywood, apresentadores de tv, celebridades (que são as pessoas mais admiradas no mundo de hoje) são negras? Dezenas. E as cotas tem grande avanço em conseguir isso, junto ocmo movimento do orgulho negro, além da melhoria na educação.”
      Espero que você, como cientista social, concorde comigo que isso não é uma justificativa, pois os Estados Unidos são um outro país, com uma outra história, uma outra cultura, enfim, um outro povo. Além disso, vejamos a situação do racismo nos EUA. Lá, existem BAIRROS de negros. Existem IGREJAS de negros. Existe MÚSICA de negros. Isso é diminuir o preconceito racial? Ou é desenvolvê-lo em recíproca? O que tivemos nos EUA não foi um encolhimento do preconceito racial, e sim a criação de um novo. Lá, os brancos discriminam os negros e os negros discriminam os brancos. Isso é melhor? Não sei. Nunca analisei esse problema. Mas não é minha solução preferida, e eu vejo as cotas raciais contribuindo para o desenvolvimento desse tipo de mentalidade, e não uma de igualdade.
      No Brasil, precisamos resolver a desigualdade social. Resolver ESTE problema ajudará mais na luta contra o preconceito do que as cotas raciais. Ao contrário de você, que chegou até mim com paus e pedras, vou dizer que essa é MINHA opinião, e que eu reconheço que eu POSSO estar errado. Você já pensou na possibilidade de você estar?

  7. edson Disse:

    Sou a favor da cota sim,diferença racial,talvez sempre va existir.No entanto se tem alguem querendo mudar este quadro,um dos passos e pela universidade,nao estao dando o peixe pescado,estao ensinando a pescar.No futuro proximo, acredito nao haverar mais necessidade para as cotas, mas ainda por um pouco de tempo sim. Infelizmente um aluno da rede publica nao tem condiçoes de competir com outro da rede particular. Talvez vc cite algums grandes nomes,que conseguiram vindo de escolas publicas. Mas o que conta com esta ideia de cota e poder dar esta mesma chance para todos.nao fique irritado amigo,deixemos a ipocrisia de lado,sabemos que esta ideia beneficiarar muitos brasileiros,e com isto o pais ganharar tambem.Os uotros (ricos)que tem condiçoes de pagar uma universidade,nao deixarar de estudar,entrarar em uma particular,e mais uma vez o pais ganharar com esta ideia. E nos (pretos e brancos indioas ou deficientes)pobres ou ricos sairemos ganhando.ou a nossa luta nao e por um pais melhor: so estao procurando o melhor caminho amigo,e sabemos que a educaçao ainda e a base.nessa luta nao haverar perdedor so vitoriosos acredite.presisamos de pessoas como vc para lutar em pro de futuro dos nossos jovens brasileiros. Muitos de nois desejamos sair do anonimato,e esta foi uma prosa na qual vc se destacou,MAS. Pense quantos nais negros (pobres) se beneficiarao com esta medida. Quantas familias, . Mais chances em universidaades publica,mais criaçao de vagas nas universidades,e certamente mais universidade no pais.e quem ganharar somos nois mesmos. . Obrigado por tudo,a todos sejamos um em cristo.

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