E depois de um longo e tenebroso sumiço eu tenho escrever um texto que precisa ser escrito para que todos compreendam o quanto uma coisa que parece perfeita pode dar errado. Vamos a ele:
Imaginem-se numa sexta feira de manhã. Imaginem também que essa sexta é a véspera de um evento que você vem ajudando a organizar a meses. Agora, prepare-se para enteder o que é o VERDADEIRO caos.
Acordei as oito da manhã e fui até o LH2 começar a trabalhar para dar os ajuestes finais na coisa toda. Tudo correu bem até umas 10:00, qando a história toda começou a desabar: NENHUMA, eu disse NENHUMA empresa de aluguel de mesas ou cadeiras atendia a porcaria do telefone. Eu precisei ligar pra mais de 20 DELAS! Mas esse foi um dos problemas fáceis. Agora vamos aos ônibus. Tinhamos um empresa com a qual sempre trabalhavámos, mas logo nesse fim de semana, nosso ônibus foi parar na oficina. Isso não seriaum problema se TODAS as outras empresas não quisessem um depósito na conta delas em uma hora e meia para que agente conseguisse contratar o serviço. Esse deu mais trabalho, mas conseguimos resolver. Foi aí que a coisa que ficou feia. De 10 em 10 minutos a louca da Natacha me ligava e me dava mais alguma coisa pra fazer, mais alguma pessoa pra eu ligar, eu já tinha tantos post-its na minha mesa que eu nao conseguia ler o que tava no monitor. Nesse momento, descubro que o CDC da Unicamp não poderia mais nos emprestar o equipamento de som. Começo a ligar desesperadamente para todos os meus amigos que teriam alguma chance de ter uma caixa de som e um microfone. Graças a Deus, ao Trefilio, ao outro Fedô e ao Renanzinho, esse problema foi resolvido. Aí vem o diálogo do fim de semana: Toca o telefone e escuto a Natacha: ” Fedo, arranja o telefone de um guincho que o radiator do carro explodiu” ao que eu respondo “Você tá brincando né?” e resposta já esperada mas considerávelmente temida: “Não, é sério”. Enquanto isso, o Maconi estava no SESC completamente alheio a essa merda mole toda. Ligo pra ele e digo “Marconi, toca pra rodoviária, almoça e volta pra Barão de ônibus que o radiador da Parati explodiu” e ele me responde “Tem um problema, eu to sem dinheiro” e eu “tem banco na rodoviária” e ele me dá mais um golpe: “eu to sem dinheiro e sem a minha carteira”. QUE ESPÉCIE DE SER HUMANO SAI DE CASA SEM A PORRA DA CARTEIRA!?!?!?!?! Novamente graças a obra e graça do divino, agente descobre que o lugar onde o carro parou é perto do SESC, e a múmia do Marconi volta pra casa de guincho. Nesse meio tempo, eu estava procurando loucamente telefones de oficinas em Barão, mas essa cidade fecha as seis da tarde, e isso já era umas.. dexa eu ver… SEIS E CINCO. No fim, voltei pra casa e fiquei esperando notícias deles. Chega um rapaz que mora comigo e me oferece comida, e eu descubro, apenas nesse momento, que eu não tinha comido merda nenhuma desde as nove da manhã! E nem tinha tido tempo de ficar com fome!! Comi que nem um animal, e quando eu terminei, Chega o Diego com o carro, que ainda estava um pouco zuado. Toca pro LH2 de novo, e vamos nós tentar arrumar o carro do Diego. Ficamos nessas até uma meia noite, e foi aí que começamos a fazer o que agente devia ter começado a fazer as seis da tarde. Ficamos lá mais ou menos até umas 5 da manhã, quando eu notei que eu tava tão cansado que medi o mesmo parafuso 6 vezes pra ter certeza que ele era igual a um outro. Nesse momento eu resolvi voltar pra casa pra dormir, afinal eu já não ia servir pra mais nada ali. Voltei, dormir até as seis e meia, quando fui acordado pelo Renanzinho pra pegar o som. Dormi novamente até umas nove, quando o Diego brotou do lado da minha cama pra me acordar. Fui pro LH2 mais uma vez, pra descobrir que nada do que tentaram fazer no tempo que eu estava fora deu certo. NADA. Subi até a física, pois era hora de carregar o ônibus com ajuda dos nossos monitores. Que monitores? UMA MONITORA e SÓ! Ainda bem que surgiu o Lucas, um amigo da Natacha, pra ajudar a carregar o ônibus. Carregamos o ônibus e tocamos pro SESC. Aí começo mais uma loucura, a de montar os experimentos. Essa foi até umas duas e meia, entre montaar coisas, carregar coisas, desmontar coisas, mudar coisas e lugar, e novamente por sorte o Costa do Laboratório de Ótica apareceu lá pra dar uma mãozinha. Essa loucura durou até umas duas e meia, quando o pessoal que ia participar começou a chegar. As coisas ainda não estavam prontas, e eu enrolei o pessoal pra que eles não notassem o tamanho da encrenca. Quando chegou a hora que não dava mais pra enrolar, começamos os jogos cooperativos, tirando a Marconi da sua (inútil) tarefa de montar cavaletes. Terminado esses jogos, eu comecei a passar com as pessoas pelos experimentos, EU e APENAS eu, com um grupo de vinte pessoas que variavam da 5ª série até a o terceiro colegial. Isso também foi considerávelmente caótico. Quando tudo isso terminou e eu mandei as pessoas pra Oficina Desafio, o Diego apareceu e disse: “ou, vamos comer” e novamente eu me dei conta de que eram 5 e meia da tarde e eu não só não havia comido como também não tinha sentido fome. Nessa hora, o evento terminou. Mas com ofim do evento vem uma outra tarefa do mal: desmontar tudo aquilo. Imagine um evento planejado pra ser montado e desmontado em 15 pessoas, pelo menos, sendo desmontado por 5. e dessas cinco, duas eram mulheres, e não carregaram a parte realmente pesada. No fim, quando o ônibus e o carro do diego estavam carregados, eu e o Marconi só conseguíamos pensar na nossa cama. Fomos voltar pro LH2 pra descarregar tudo, e no caminho eu dormi como um bebê. Me acordaram pra eu avisar que tinhamos parado no lugar errado, e pra conduzir o ônibus até o lugar certo. Novamente eu e o Marconi descarregamos tudo. Então eu fico sabendo que o carro do Diego, onde tinha mais UM MONTE de coisa pra descarregar a guardar, tinha PARADO DE NOVO e estava lá no pé do morro do LH2. Decidimos largar ele lá, e descarregamos apenas o estritamente necessário dele. Nesse momento respirar já era um tarefa dolorosa. Terminamos de arrumar tudo por volta das sete da noite, e aí nos demos conta deque teríamos que voltar do LH2 pra casa A PÉ! Eu não sobreviveria, e nessa hora fomos salvos pelo já famoso computêro. Se o Thiago não tivesse em casa com um carro pra pegar agente no LH2 e trazer pra casa, eu acho que eu ainda estaria lá. Cheguei em casa, fiz uma linha reta até uma rede enquanto o Marconi tomava banho. Deitei da rede e em menos de um minuto não estava mais nesse mundo. Acordei meio molhado, por que estava CHOVENDO em mim, e me mudei até um sofá. Novamente em menos de um minutos eu já não estava mais no mundo dos vivos. Acordei dessa vez com o (*¨#$@!%&&¨¨)(*(()%$#@%$%$&¨*(*$&#&¨do Filipe me cotucando com um guarda chuva. Fui atéo banheiro e tomei um banho que eu não sei quanto tempo levou, e que foi tomado inteiramente sentado, pois eu não aguentava mais ficar em pé. Terminei o banho e como não estava com tanto sono ainda visto que tinha dormido umas três horas, fui pro pc. Fiquei nele até a uma da manhã e fui dormir. Acordei hoje precisamente as 18:10, o que me dá cerca de DEZESSETE HORAS de sono ininterrupto e tive que ir novamente ao LH2 pra terminar de arrumar o caos em que tinhamos deixado o laboratório. Finalmente tudo acabou e eu pude voltar pra casa pra escrever esse texto.
E aí? é mole ou quer mais?